segunda-feira, 21 de maio de 2012

FUTEBOL?



Não vou falar de futebol (apesar de ser um tema que adoro comentar, mas não neste espaço). Vou falar sobre cultura, educação, respeito, solidariedade, profissionalismo.

Sábado à tarde na final da Champions League pude assistir, mais uma vez,  a um exemplo de comportamento de milhares de torcedores e jogadores: vencedores e derrotados. Num estádio em que os torcedores praticamente estavam dentro do campo, sem muros, alambrados, mas apenas policiais para os conterem, e mesmo assim não houve invação para comemoração ao até mesmo para agressão. Ainda pudemos ver os jogadores fazendo um corredor humano para a passagem do time adversário sem que tivesse nenhum incidente. Depois todos eles subiram em direção à tribuna no meio dos torcedores, que ao invés de xingamentos ou agreções pediam-se autógrafos, fotos, abraços, aplausos: isso é reconhecimento, é cultura no COTIDIANO não apenas no futebol.


Algumas pessoas me criticam por não gostar de morar no Brasil e preferir morar na Europa, onde morei por 7 anos. Mas não posso simplesmente fechar os olhos e me calar com tamanho desreipeito ao cidadão neste país. E este desreipeito começa pelo cidadão comum e não pelos políticos, porque este político também já foi um cidadão comum: rico ou pobre.

Esta falta de cultura, educação e respeito é herança, é um comportamento que vem se degradando ao decorrer dos anos e que não é um problema dos políticos, do Ministério da Educação, do ensino público, é um problema social. 
Quando enchemos o peito e cantamos “ah sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, ou estamos sendo egoístas ou muitas das vezes estamos sendo arrogantes, pretenciosos, prepotentes, mas acima de tudo ignorantes por acreditar que somos os melhores.
Melhores em que? Mas nem no futebol jogado, praticado e administrado.
Analise friamente o Brasil de Norte a Sul, financeiramente, politicamente, em sua história, a sua geografia, esportes, sei lá, em tudo, e você vai verificar em que o Brasil é o melhor.

Beleza natural, praias? Você conhece a Polinésia Francesa?

Ah sim, o samba, o carnaval, porque não dizer do sertanejo universitário e o funk.
Mas em nenhum destes temas eu vou perder o meu tempo em comentar, é um desreipeito à cultura, somente deixando um breve comentário sobre o carnaval: é marketing , é business.

Estamos em ano de eleição, votar em A, B ou C já tentei, não votar, votar nulo ou branco, também já o fiz, solução? Gostaria de ter, talvez se eu me candidatasse, mas será que o esquema, os cartéis, o crime organizado permitiria colocar em prática meus ideais, projetos e sonhos. Prefiro me mudar para a Europa mesmo em crise, pois não sou um cidadão bairrista, sou um cidadão humano, humanitário, cidadão do mundo onde eu possa estar e me sentir bem, eu e minha família (lê-se: meu filho, somos a nossa família).


Gostem ou não, não importa, esta é a visão que eu tenho da cultura, ou falta dela, neste Brasil.


Wagner Pires

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

R.U.I.M.


         
          A muito tempo eu estava sem interesse e inspiração para escrever, mas hoje um comentário no facebook me lembrou de fatos que vêm ocorrendo nos últimos anos e que tem me incomodado fortemente.

          Recentemente recebi em minha casa a visita de um grande amigo que não o via a anos e, conversa sobre o passado e presente são inevitáveis, exatamente relacionados com o comentário que vi hoje: "A igreja tem POUCA influência no mundo atualmente, porque o mundo tem MUITA influência na igreja." (fonte: A Casa da Rocha)

          Não sei qual foi o conteúdo completo descrito desta frase, mas quero expor a minha visão.
          
          Posso até estar errado pelo fato de não ter nenhuma base estatística, minha única base é o COTIDIANO.

          Pude participar de um maravilhoso período (entre outros) de crescimento do evangelho no Brasil: não apenas na expansão física, mas nas revelações da Palavra, quebrando regras humanas com ousadia para poder abrir caminho para a liberdade, enquanto que hoje temos vivido um tempo de declínio, desinteresse, esfriamento.

          O problema encontra-se exatamente neste ponto: LIBERDADE.

          Para alguns liberdade tem como sinônimo poder, e com isso consegue agregar outros interesses pessoais, os quais não quero estar comentando neste momento, acusando A, B ou C, para não dizer RUIM entre outras.

          Este poder adquirido através da mídia e do marketing tem influenciado negativamente na formação espiritual das pessoas. E infelizmente o brasileiro é facilmente enganado pelas coisas místicas e não vive nas lógicas, acreditando que a liberdade o habilita a CONTINUAR com velhos costumes mesmo enquanto busca a solução para seus problemas e sonhos.

          Uma vida de aprendizado constante e diário baseado na humildade e simplicidade é ofuscada pela banalização do milagre apoiado na arrogância e prepotência. Viver constantemente abençoado independe das dificuldades diárias: exige OBEDIÊNCIA.

          Como pode alguém dizer que tem fé se não consegue obedecer.

          "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11:6)

          Abraão, Noé, entre outros tiveram fé, tiveram atitudes de obediência: obedecer o que é certo ou o que é errado, sem "jeitinho brasileiro" para agradar a pessoas que convém, sem interesses políticos para favorecer ou favorecer-se.

          Está faltando exatamente isso: ensinar e aprender o que é compromisso pessoal e não o que é vontade própria - A LIBERDADE LIMITA-SE NO CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA, desde o maior até o menor.


Wagner Pires